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Química Verde

 

Química Verde é um termo que expressa uma linha de pensamento dentro da Química Industrial comprometida com o meio ambiente. Foi pela primeira vez empregado em 1991 por John Warner e Paul Anastras, membros da EPA (Environmental Protection Agency), agência ambiental norte-americana e, segundo os próprios, a prática da Química Verde é o desenvolvimento de produtos químicos e processos que buscam a redução ou eliminação do uso e da geração de substâncias perigosas e/ou poluentes.

A ideia mais difundida pela Química Verde é a redução. O principal objetivo é reformular produtos e repensar processos industriais com intuito de reduzir seis principais pontos: (i) consumo de energia, (ii) resíduos a serem descartados, (iii) toxicidade dos insumos e produtos envolvidos, (iv) uso de fontes não renováveis, (v) potenciais riscos de poluição ao meio ambiente e (vi) uso de matéria-prima.

Para isso, esse ramo da Química se empenha muito em desenvolvimento de novas tecnologias e reações químicas que priorizam a conservação do meio ambiente. Algumas virtudes são essenciais para a contemplação desses objetivos, tais como, utilização de reagentes renováveis, diminuição da perda de materiais, economia de energia, substituição de produtos tóxicos, otimização de processos a fim de se obter rendimentos cada vez maiores e por conseguinte, ter menor geração de resíduos, e que estes por sua vez, tenham menor toxicidade.

Essa linha de pensamento científico com engajamento social e consciência ambiental é cada vez mais imprescindível e requerida pelos grandes processos produtivos no mundo em diferentes setores, onde as produções são gigantescas e precisamos, mais do que nunca, salvaguardar o meio ambiente. A Química Verde pode ser sintetizada em 12 ações e princípios, propostas pelos seus idealizadores, que possa de fato auxiliar a recaracterização dos processos industriais minimizando o impacto ambiental negativo causado pela ação do homem. São elas:

 

  1. Prevenção: Evitar ao máximo geração de subprodutos inconvenientes no processo e nocivos a natureza;

 

  1. Eficiência Atômica: É a conversão máxima dos reagentes em produtos, chamada de síntese verde quando todo reagente é convertido em produto em um caso ideal;

 

  1. Síntese Segura: Consumir e gerar produtos nas reações envolvidas de baixa toxicidade para o homem e para a natureza, garantindo um processo seguro;

 

  1. Produtos Seguros: O produtos finais gerados também não devem ser tóxicos;

 

  1. Solventes Seguros: Priorizar o uso de solventes de baixa toxicidade cujo descarte possa ser feito sem riscos para o meio ambiente;

 

  1. Integração de Energias: Utilizar energia de fontes renováveis e quando possível aproveitar energias desprendidas pelo próprio processo;

 

  1. Fontes Renováveis: Preferir matérias-primas renováveis e materiais recicláveis;

 

  1. Derivados: Evitar formação e uso de derivados sintéticos e/ou bloqueadores reacionais;

 

  1. Catálise: Preferir uso de catalisadores para acelerar as reações e inibir subprodutos indesejáveis;

 

  1. Biodegradabilidade: Desenvolver substâncias químicas que quando expostas a condições naturais, degradem (decompõem-se) resultando em substâncias inócuas;

 

  1. Controle do Processo: Continua análise dos participantes do processo de modo a detectar prontamente qualquer problema e corrigindo-o imediatamente, a tempo de evitar contaminações, resíduos e acidentes;

 

  1. Química Segura: Endossando os 11 itens acima citados e praticando-os, os ricos de acidentes e suas gravidades serão mínimos.

 

Solventes Verdes

Uma área de grandes perspectivas nos dias atuais é a pesquisa e desenvolvimento de Solventes Verdes. Mas o que seriam Solventes Verdes?

Solvente é toda substância que é utilizada para a dispersão de outra substância em seu meio, normalmente líquido. Muitas indústrias também os utilizam para baratear suas fórmulas, como um diluente, e diminuir a atuação de seus produtos. Na maioria dos casos e de maior uso industrial, os solventes orgânicos, derivados de combustíveis fósseis, quando não tóxicos por si só, em decomposição na natureza, geram produtos nocivos ao meio ambiente quando descartados, dentre eles substâncias corrosivas, carcinogênicas, inflamáveis e explosivas. Então, faz-se bem substituirmos esses solventes por solventes verdes, que são alternativas viáveis para minimizar impactos socioambientais, quando for possível correlaciona-los com aspectos econômicos, essencial para qualquer atividade industrial. Algumas indústrias de Química Fina, por exemplo a farmacêutica, abdicaram de usar hidrocarbonetos e aderiram o MeTHF (2-metiltetrahidrofurano) em processos de purificação e recristalização de alguns fármacos. Outro exemplo, já amplamente utilizado por indústrias do ramo de tintas e vernizes, é o uso de solventes derivados de glicerol de álcoois de segunda geração ou biodiesel. A principal vantagem é que nos dois casos, o uso de solventes verdes diminui significativamente o volume e a toxicidade dos resíduos, uma vez que os solventes verdes são, via de regra, biodegradáveis, além do fato de tornarem o processo mais seguro.

 

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Por Willian Ferreira de Souza

 

 

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