Por que carros amassam tanto em uma batida?

Já teve a impressão que a cada lançamento de uma nova geração de carros, eles amassam mais facilmente? Será que a indústria automobilística faz veículos cada vez de menor qualidade? A ciência entra em jogo contrariando o senso comum: a deformação dos carros é uma medida de segurança e está diretamente relacionada com aprimoramentos no campo da Engenharia dos Materiais. Por mais contraditório que pareça, a deformação nunca foi tão acurada e necessária como antes. Deformar nunca foi tão preciso.

Em um acidente, a energia do impacto é distribuída pela estrutura do carro. Assim, quanto maior for a carga direcionada para a lataria e peças do veículo, mais seguro estarão os passageiros. Ser preciso na seleção e no posicionamento estratégico dos materiais é determinante para que vidas sejam salvas.

A partir desse raciocínio, as empresas automobilísticas analisam os materiais preferíveis para cada parte do carro. As regiões perimetrais devem deformar facilmente, com grande absorção de energia, enquanto a parte próxima aos passageiros deve ser mais resistente. Toma-se como exemplo desta aplicação a estrutura que compõe as portas fronteiras e traseiras do veículo: a parte inferior é constituída por metais mais dúcteis, ao passo que a de cima, por metais mais rígidos. Com isso, as forças do impacto se concentram na região inferior ao passageiro e motorista, protegendo as zonas vitais – a cabeça e o torso.

Frente a uma colisão, no funcionamento ideal de um veículo, a energia deve ser direcionada para a parte mais externa, garantindo que a deformação do campo interior seja minimizada. Dessa maneira, o impacto final para os passageiros será menor.

Ao emergir as aplicações práticas, todos os protótipos de carros devem passar por avaliações, as chamadas crash tests, antes de serem lançados no mercado. Dessa forma, estrutura-se um ranking dos carros mais seguros. De acordo com o site “Notícias Automotivas”, modelos da marca Volkswagen (Golf e Polo) lideram esses parâmetros. Essa avaliação comparativa pode ser utilizada pelo consumidor como um dos critérios da compra do seu veículo.

 

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joao.pinto@polijunior.com.br

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