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O que é marketplace e por que investir nessa ideia?

Você já ouviu falar em Marketplace? O termo, apesar de não muito comum, caracteriza um modelo de negócio que é velho conhecido daqueles que compram em lojas virtuais. Os marketplaces existem há muito tempo, e vem ganhando cada vez mais força por se demonstrarem uma forma de comércio favorável a todas as partes envolvidas, e escalável o suficiente para ser interessante tanto a startups quanto a grandes conglomerados comerciais.

Como funciona ?

Marketplaces são, acima de tudo, plataformas de divulgação que podem ou ser voltadas para um nicho, ou ter uma abrangência mais geral. Grandes redes de varejo, como a Americanas e o WalMart costumam optar pelo anúncio de diversos produtos de diferentes setores, que vão
desde eletrônicos a utensílios de cozinha. Estas marcas já contam com o reconhecimento do público, facilitando o processo de atrair fornecedores. Startups e pequenos investimentos costumam apostar em marketplaces de nichos, ou seja, que oferecem determinados tipos de produtos ou serviços para públicos que não são muito explorados. Um exemplo é o Convida Kids, que agrega vários fornecedores de artigos para festas infantís. Apostar em um segmento específico pode resultar em uma clientela fiel, que acolhe sua plataforma por atuar em um setor com menor disponibilidade. O Sistema Eletricista 24 horas, projeto na Poli Júnior sob gerência de Pedro Medeiros, é um marketplace de serviços elétricos, focado em oferecer técnicos para soluções emergenciais através de um website e de um aplicativo, apresentando uma proposta inovadora para resolver essas ocasiões pontuais.

Um tópico muito importante são as responsabilidades do marketplace, e como as políticas da plataforma devem ser definidas para agradar o cliente, o anunciante e o próprio administrador. Apesar de cada modelo exigir uma proposta diferente em termos de responsabilidade, alguns pontos são comuns: além de fornecer o site ou aplicativo onde ocorrem os anúncios, juntamente com toda sua estrutura (servidores, atendimento técnico), o canal também é responsável pela manutenção destes após serem cadastrados pelo seller (vendedor). Também fornece os dados para notas fiscais, responde pelos danos ocasionados por problemas no sistema e oferece toda a plataforma de pagamentos necessária, já facilitada para o cliente e o vendedor. O frete também pode ser uma das facilidades oferecidas, apesar de não ser regra. O projeto eletricista, por exemplo, oferece uma ampla variedade de formas de pagamento, além de painel administrativo para o cliente que facilita a gestão do serviço e atendimento, enquanto otimiza o processo de busca para os prestadores agrupando potenciais fregueses em um único local.

O cliente confia no marketplace o sigilo de seus dados e o seguimento correto das leis de arrependimento vigentes no Brasil. Apesar disso, a maioria dos problemas com os produtos ou serviços, como problemas na entrega, danos ou garantia são de responsabilidade exclusiva
do anunciante; o marketplace apenas oferece os contatos necessários, mas não necessariamente faz parte de processos como pós-venda e gestão de estoque.

Por fim, o lucro das partes costuma ser percentual. Vendedores com boa reputação ou grande quantidade de vendas costumam pagar menos por produto vendido, uma vez que atraem público e reputação.

Porque é inovador?

O marketplace surge como uma invenção que altera a relação consumidor- vendedor, inserindo-se como intermediário. Existem, como já citados, tipos de marketplace, alguns deles possuem como característica a variedade de produtos, marcas e nichos, fornecendo para o
consumidor uma imensa praticidade, uma vez que tudo que o cliente procura encontra-se em uma única plataforma. Já outros, podem fornecer algum serviço ou produto específico mas sempre haverá diversos fornecedores. Pedro ressaltou que o Eletricista 24h é pioneiro em ter problemas elétricos como foco de um marketplace, e visa otimizar o trabalho já realizado pela empresa de José Domingos, voltada a esse nicho.

Seguindo a linha de compras e vendas online, o marketplace atua nesse ramo, mas diferencia-se do e-commerce, por exemplo. O e-commerce possui uma plataforma própria para cada empresa ou vendedor, não permitindo que usuários externos comercializem seus produtos; enquanto o marketplace, como já dito, possui uma plataforma aberta para que terceiros anunciem seus produtos e serviços. Isso permite que pequenos fornecedores, com ideias novas e produção reduzida, tenham espaço no mercado. Qualquer pessoa pode cadastrar-se e anunciar seu produto em um marketplace, sem que haja necessidade de manter uma plataforma própria. A ideia é revolucionária para aqueles que não possuem capital para investir em vendas online, ou para os lojistas que não possuem grande variedade de produtos.

Criando também um paralelo com o web crawler, a ideia é que o cliente passe de uma empresa ou fonte para outras. No entanto, enquanto o web crawler faz isso como segundo plano, analisando as páginas de acesso e criando vínculos de forma automática, o marketplace tem essa relação explícita. Presume-se que dentro do marketplace tenha ofertas e anúncios de várias origens, e os vendedores saibam que seus produtos poderão ser associados pela plataforma a outros produtos de outras empresas. No marketplace, as empresas são parceiras em servir a demanda dos clientes, ou seja, seus produtos poderão ser complementados ou substituídos com produtos externos a sua loja. Já no universo exterior ao marketplace, não temos essa união em prol do cliente, entretanto é tarefa do web crawler captar os interesses
dos usuários e guiá-los para urls promovendo uma navegação de interesses.

Processo de criação de um MarketPlace

O processo de inserir um marketplace próprio no mercado é uma tarefa que exige tempo, pesquisa, estratégia e investimento de seus responsáveis. Deve-se ter em mente que a parte técnica representa somente uma porcentagem de todo o trabalho exigido para que um
marketplace se torne sustentável. No entanto, a eficiência e o profissionalismo dessa parte precisam estar em destaque, uma vez que já existem no mercado excelentes exemplos (que podem ser usados como referência) de marketplace como Mercado Livre, Amazon, Uber, entre outros. Durante o período inicial, os investimentos serão voltados principalmente em construir a plataforma, seja por meio de trabalho próprio ou pela contratação de terceiros.

Como complemento da plataforma em SI (sistema de informação), é necessário que haja um bom investimento em marketing, especialmente nos primeiros anos. É preciso fazer com que sua plataforma seja conhecida, por meio de propagandas, blogs ou posts; e, se a essência e estrutura do seu produto for boa, o alcance crescerá também de forma natural (indicações, procura por parte do usuário, etc). Uma vez inserido no mercado, o marketplace bem-sucedido possui a capacidade de se auto-manter, e de crescer de forma exponencial.

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mercado@polijunior.com.br

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