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Cases UX: como pequenas mudanças afetam resultados

Antes de mais nada, você sabe o que é UX?

UX significa Experiência de Usuário (User Experience). Podemos separar o termo em dois para entendermos melhor do que se trata.

Usuário: este é qualquer pessoa que utiliza o produto ou serviço e que não está envolvida com seu desenvolvimento. Esse pode ser um especialista em Excel construindo planilhas mirabolantes ou alguém que baixou o Uber só para usar o desconto de primeira corrida. De qualquer maneira, o ser humano que irá interagir com o produto tem suas próprias características, dores e vontades. Todos estes que devem ser levados em conta na hora de criar algo que, afinal, só funciona com a interação do usuário.

Experiência: esta envolve tudo que o usuário será exposto ao utilizar o produto, serviço e até mesmo a marca. Tudo importa: as informações que serão trocadas, as cores dos botões e planos de fundo, os sons de quando alguma ação acontece, o tamanho das fontes, o tempo necessário atingir um objetivo etc. Todas essas considerações influenciam o uso e a impressão que o usuário tem do produto.

Tendo em mente esses conceitos podemos entender que só visuais bonitos e capacidade técnica não são o suficiente para o mercado, e que precisamos construir esse conteúdo de forma a otimizar a melhor interação entre ele e o usuário.

Pensar na Experiência de Usuário nos auxilia a entender quem direta ou indiretamente vai utilizar o serviço em questão, para que este tenha uma melhor qualidade e facilidade no uso. Mais do que ter uma plataforma ou produto com componentes estéticos e funcionalidades incríveis, o usuário deve ser capaz de utilizá-la sem dificuldades, caso contrário, se este não conseguir usar o que foi desenvolvido, não vai obter valor algum. Alguns exemplos disso são: dizer que uma senha não se encaixa no padrão desejado, sem fornecer uma explicação de como é a maneira correta ou colocar todas as requisições de informação antes mesmo do usuário conseguir utilizar o conteúdo do aplicativo.

Pesquisas mostram que os aplicativos perdem a maioria dos seus usuários logo após a primeira instalação e após 90 dias, a retenção é de apenas 1,89%. Em um meio tão dinâmico e competitivo, uma boa experiência pode fazer a diferença entre uma compra e uma desinstalação.

 

Como começar a construção da UX?

Existem alguns pontos importantes que não podem ser deixados para trás se quiser que sua plataforma atinja o público-alvo desejado:

  • Conhecer quem é o seu usuário

O primeiro passo é conhecer o seu público. Mas quais informações? Pense na idade, na profissão, nos objetivos, necessidades e principalmente, nas suas dores. Além disso, busque entender o cotidiano do cliente, e com isso se aproximar ainda mais e com o objetivo de conseguir atrair ele através da sua plataforma.

Vamos pegar de exemplo o Spotify, que possui um público alvo bem diverso, abrangendo pessoas de todas as idades. É interessante pensar em algumas coisas como: quais horários do dia as pessoas ouvem mais música? Quais idiomas elas preferem? As pessoas ouvem músicas que marcaram sua geração? Procuram por músicas desconhecidas?Ouvem músicas repetidas vezes? Ao responder essas perguntas conseguimos traçar o cotidiano dos usuários do Spotify.

  • Utilize a pesquisa

Como você pode conhecer melhor o seu usuário? Através da pesquisa, é possível obter informações através do meio virtual –  formulários, enquetes…- ou com entrevistas.

       Foram realizadas pesquisas internas no Spotify, para descobrir comportamentos, hábitos e gostos musicais, e foi observado, por exemplo, que os ouvintes estão ligados o dia todo e não apenas em horário de pico.

  • Mantenha o cliente atraído e corte elementos desnecessários

Não esqueça que para sua plataforma ser um sucesso, precisa permanecer atraindo o usuário, instigando a navegação contínua, uma boa forma de fazer isso é através de notificações push, que permitem lembrar ao usuário do aplicativo e comprovadamente, por pesquisas, aumentam o engajamento em 9 vezes.

Evite funcionalidades demais, isso pode distrair o usuário das funcionalidades primordiais que são capazes de manter ele atraído.

     Conhecer o público alvo fazendo pesquisas possibilitou aos funcionários do Spotify que percebessem vantagens como: colocar mensagens logo após o usuário ouvir um gênero específico, sobre este mesmo gênero, pode instigar ele a continuar ouvindo e conhecendo.

  • Ouça o cliente

Não esqueça dos feedbacks! São peça chave para estar sempre aprimorando seu aplicativo, e mais, não tenha feedbacks apenas do público-alvo, procure obter de pessoas que não são clientes diretos mas possam trazer uma nova visão que ajude a tornar o seu produto aberto para vários públicos.

UX no dia-a-dia

Atualmente, cada vez mais as empresas estão focando em UX, alocando mais tempo e dinheiro para sua pesquisa e desenvolvimento. Para se destacarem, os aplicativos precisam ser bonitos e intuitivos, sites de rede sociais precisam fazer o usuário gostar de ficar nele e uma empresa que quer maximizar sua produtividade não pode deixar seus funcionários perderem tempo pensando em como utilizar uma ferramenta criada para ajudá-los. E aqui entra o Design de UX, cuja especialidade é justamente controlar esse detalhes que talvez sutis, causam um grande impacto.   

Empresas como Google, Amazon e Facebook são líderes em modelar a experiência de seus usuários e mantê-los engajados. Um exemplo é o do Google Tradutor, a ferramenta é tão poderosa que usuários estavam pedindo funcionalidades que já estavam implementadas, mas que eram difíceis de serem descobertas. Então, com uma simples alteração na maneira como as funcionalidades eram dispostas e exibidas, a utilização da escrita a mão por exemplo subiu em 25%!

A ascensão da Amazon pode ser dada, em parte, a uma boa experiência do usuário em seus sites. A empresa atualmente domina o mercado de compras e vendas online, mas não é por falta de concorrência, desde o início da internet pessoas já estavam negociando por ela. O que fez a diferença nesse caso é que a Amazon fez comprar em seu site ser algo fácil! A procura era muito eficiente, a burocracia na hora de comprar foi reduzida, as recomendações pareciam sempre acertar o que os clientes queriam e, principalmente, os clientes não tinham problemas em entender como o site funcionava, indo até o final da compra, ao invés de desistirem e tentarem outro site.

Tudo isso mostra como pensar na experiência de usuário pode fazer uma grande diferença para o seu negócio. Com pequenas alterações, em detalhes mínimos, é possível obter uma alta taxa de conversão. Além de que já foi o tempo em que se pensava ser só o design peça importante para o sucesso de uma plataforma, agora é preciso aliar ele á UX para atingir bons resultados.

Tendo em vista o crescimento desta área e sua importância para aumentar o sucesso dos projetos, o Núcleo de Tecnologia da Poli Júnior está capacitando cada vez mais seus membros em UX para que possam aplicar seus conhecimentos ao implementar aplicativos e sistemas de informação produzindo, assim, resultados ainda melhores!

Solicite seu projeto agora mesmo!

Referências

 

felippo.pietro@polijunior.com.br

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